Rio Machado: subida de nível já provoca alerta

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O nível da água do rio Machado, região de Ji-Paraná, continua aumentando de forma considerável, e pode alcançar a marca limite (10,20cm), ainda neste mês de janeiro. É a expectativa do responsável pela medição (manual) e transmissão diária para a Agência Nacional de Águas (ANA), Lucenir Saldanha. Nos dois primeiros dias de 2018, a régua marcou entre 9,01cm e 8,68cm. No aplicativo da agência, ontem o nível assinalava 8,72cm.

De acordo com Lucenir Saldanha, durante a última semana de 2017, o nível da água do Machado oscilou bastante, iniciando o período com 8.82cm e seguindo com 8.86, 8,98, 8.94, 09.12, 9.22, 9.02, 9.08, 8.88 e 9.01 no domingo (31). Já na manhã do dia primeiro de janeiro, a régua marcou 9.01 e no período da tarde, 8.90. Ontem (2) a marca registrava 8.68cm. “Acredito que se continuar dessa forma, muito provavelmente, este ano o nível passará da marca limite que é de 10.20cm”, alertou Saldanha.

Chuvas

Trabalhando na medição da água do Rio Machado de Ji-Paraná há mais de 10 anos, Lucenir Saldanha disse que o período de chuvas começou mais cedo que os últimos dois anos, quando as chuvas se intensificaram somente após a segunda quinzena de janeiro, enquanto que já nos dois últimos meses de 2017 (novembro e dezembro) o volume de água tanto em Ji-Paraná, quanto nas cabeceiras do rio localizadas nas cidades de Cacoal e Pimenta Bueno, foi bem superior.

Bombeiros

Na manhã de ontem, o comandante interino do Subgrupamento do Corpo de Bombeiros (SGBM), 2º tenente BM Faustino dos Santos confirmou que o nível continua oscilando bastante. Segundo ele, a expectativa é que as chuvas se avolumem, ainda mais, nos próximos dias.

Plantões

Ainda segundo Faustino de Souza, a corporação mantém de sobreaviso uma equipe de sete bombeiros com todos os equipamentos operacionais necessários para atender qualquer caso de emergência, com caminhões, embarcações entre outros. “O rio só começa a ‘expulsar’ famílias de suas residências quando o nível passar dos 10.20/cm”, concluiu.

Fonte: Diário da Amazônia